quinta-feira, 27 de dezembro de 2007

10% dos alunos foram vítimas de violação...

Estudo da APAV revela «percentagem elevada» de violência entre jovens

Um em cada dez alunos das escolas portuguesas diz que já foi vítima de violação ou de uma tentativa de abuso sexual. Os dados fazem parte de um estudo da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV) e foram divulgados pela Rádio Clube.

O tema do estudo foi a violência nas relações íntimas entre adolescentes e teve como alvo alunos com uma média de 16 anos. O inquérito abrangeu cerca de 600 jovens em 11 escolas a nível nacional.
10% dos alunos inquiridos admitiu já ter sido vítima de violência sexual. Destes, 6% dizem já ter sido abusados sexualmente e 4% confirma que foi ameaçado, mas a relação não se concretizou.
A violência entre namorados adolescentes também tem vindo a crescer. Mais de 40% dos alunos inquiridos já foi alvo de agressões verbais e 4% sofreu agressões físicas. Uma realidade, de acordo com a autora do estudo, Rosa Savedra, para a qual as escolas não estão preparadas.

«As escolas não têm equipamentos humanos e não tem recursos para dar resposta a este tipo de solicitações», explicou em declarações à Rádio Clube. A investigadora considera também que estes números são «claramente uma percentagem muito elevadas porque estamos a falar de comportamentos de risco numa relação de intimidade».
Apesar da gravidade conferida aos abusos sexuais, Rosa Savedra salienta que «não podemos dar mais valor a estes do que as formas de violência física ou verbal».

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Visita à APAV...


No passado dia 17 de Dezembro, fizemos uma pequena viagem rumo a Braga. Tínhamos como ordem de trabalho visitar a APAV de Braga (Associação de Apoio á Vítima), onde iríamos ficar a perceber um pouco melhor sobre o funcionamento desta, qual o tipo de apoio prestado às vítimas, entre outros assuntos.

Começamos bem cedo o dia. O espírito de aventura pairava entre nós e os nossos olhos brilhavam com a esperança de voltarmos para casa com mais uma experiência, ainda que pequena, mas que certamente nos ajudaria a crescer um bocadinho enquanto pessoas e a pensar mais nos outros do que em nós próprios.

Chegamos cedo a Braga, pequenos incidentes foram acontecendo pelo caminho, mas nada que não se resolvesse. A verdade é que quando chegamos estávamos um pouco desorientados, ninguém conhecia muito bem a cidade, mas não foi difícil encontrar a rua de São Vítor, 11. Era por esta morada que nos guiávamos pelas ruas estreitas da cidade, em busca de pessoas que nos dariam resposta a todas as nossas perguntas.

Foi isto mesmo, que aconteceu. Pessoas simpáticas receberam-nos num ambiente acolhedor e humilde, dispostas a colaborarem connosco e a ajudarem-nos o mais possível. Foi neste ambiente, durante cerca de 30 minutos que passaram a correr, que nós ouvimos atentamente as sábias palavras da Ex.mª senhora Teresa Sofia Silva.

Com o fim do dia a aproximar-se, era altura de regressar a casa e contar as novidades de um dia frio, bem passado ao calor da amizade e da aventura.

domingo, 16 de dezembro de 2007

All the same...

I don't mind where you come from
As long as you come to me
I don't like illusions I can't see
Them clearly

I don't care no I wouldn't dare
To fix the twist in you
You've shown me eventually
What you'll do

I don't mind...
I don't care...
As long as you're here

Go ahead tell me you'll leave again
You'll just come back running
Holding your scarred heart in hand
It's all the same
And I'll take you for who you are
If you take me for everything
Do it all over again
It's all the same

Hours slide and days go by
Till you decide to come
And in between it always seems too long
All of a sudden

And I have the skill, yeah I have the will
To breathe you in while I can
However long you stay
Is all that I am

I don't mind...
I don't care...
As long as you're here

Go ahead tell me you'll leave again
You'll just come back running
Holding your scarred heart in hand
It's all the same
And I'll take you for who you are
If you take me for everything
Do it all over again
It's always the same

Wrong or right
Black or white
If I close my eyes
I's all the same

In my life
The compromise
I close my eyes
It's all the same

Go ahead say it you're leaving
You'll just come back running
Holding your scarred heart in hand
It's all the same
And I'll take you for who you are
If you take me for everything
Do it all over again
It's all the same

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Dor não rima com amor...

Governo Civil lança campanha de combate à violência doméstica

“Dor não rima com amor. Basta de violência!”


"Aparenta pouco mais de 20 anos o que a coloca na faixa etária mais afectada pela violência doméstica. E é de facto uma vítima. Em dois meses e meio de casamento “apanhou” do marido 17 vezes. Antes do casamento, foi “só” um par de estalos, mas nunca pensou que iria passar pelo que se seguiu. “Ameacei-o, mas ele não acreditava no que lhe dizia."
In: Jornal Regional

domingo, 9 de dezembro de 2007

Confissões de uma vítima de violência doméstica

Sou um corpo que deambula ao acaso,
Que vive com medo todo o dia.
Amostra de ser mal amado
Sem conhecer felicidade e alegria.


Uma mulher constantemente criticada
Que chora apenas escondida,

Consciente que não vale nada,
E a imagem totalmente denegrida.

Escondo os hematomas como sei.
Habituei-me há muito a mentir...
Vivo uma vida como nunca pensei,
Com a maior parte do tempo a fingir.

Esta mão, assim queimada, e a doer,
É porque sou tão distraída...
Meti-a numa panela a ferver
E fiquei tão arrependida.

Tapo as nódoas negras com roupa
De Inverno, mesmo no Verão.
Apenas porque sou meia louca
Passo a vida a cair ao chão.

A boca, assim cortada,
Foi apenas porque sorri...
Não sei estar calada...
Apanhei porque mereci.

Quando parti o braço direito,
Foi porque maquilhei-me nesse dia.
Mas afinal, foi bem feito,
Porque parecia uma vadia.

O meu corpo está tão cansado
Não aprendo a comportar-me
Para viver bem com o meu amado,
Que tudo faz por me amar.

Farta dos meus erros e maldade
Subo até ao vigésimo andar!
Salto, enfim, para a liberdade,
E já sou feliz... a voar!

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Violência infantil...

Um estudo global da ONU sobre a violência contra a criança mostra que os actos violentos são cometidos dentro de casa, pelos professores nas escolas, em instituições e pela internet. Três em cada dez homens e mulheres já sofreram algum tipo de abuso sexual durante a infância. A maior parte das vítimas são meninas, que são abusadas por pessoas próximas. Segundo o UNICEF, as desigualdades costumam estar no centro dos casos de violência. Neste contexto de intolerância e preconceito, crianças e adolescentes são as principais vítimas. Os dados são preocupantes:
150 milhoes de meninas vítimas
73 milhões de meninos vítimas
8 milhões de jovens que vivem acolhidos em instituições.

Eles cometeram infracções, saíram do domicílio por problemas familiares, foram discriminados e abandonados. O problema é que nestas instituições, funcionários agridem as crianças com as mãos, batem com as cabeças delas contra a parede, prendem-nos em sacos ou trancam-nas em salas. Além da agressão física e psicológica, conforme a "ONG: Save the Children", a internet também contribui para a violência. O aliciamento de menores através da rede mundial preocupa autoridades e especialistas pela dificuldade de ser combatido.

É preciso combater este tipo de violência! Não é aceitável que, em pleno século vinte e um, isto ainda aconteça e os números sejam tão alarmantes!!

quarta-feira, 28 de novembro de 2007

25 de Novembro...




Como já aqui foi referido, dia 25 de Novembro foi o Dia Internacional da Eliminação da Violência contra a Mulher.
Com intuito de consciencializar a população escolar dos números assustadores para os quais este tipo de violência nos remete, elaborámos alguns cartazes apelativos para a sua divulgação, como podem visualizar acima, no slide.

Além disto, distribuímos também alguns panfletos alusivos ao dia.

Uma semana de homenagem a todas as vítimas desta luta constante, que é a violência.

Serviço de Informação de vítimas de violência doméstica:

808 202 148

.....

domingo, 25 de novembro de 2007

Um dia por todas as Mulheres do Mundo...

Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher

Por sendas oblíquas,
violência urbana
violência doméstica.
Delitos, impunidade e dor,
na penumbra das cidades.

Pelas esquinas,
rostos anónimos,
corpos lanhados
pelas marcas do desamor.

Não importa a idade,
classe social.
Mulheres, tomadas pelo medo,
têm a alma am argurada,
a carne rasgada. Nos olhares castigados,
não há lágrimas nem sorrisos.
Só um silencioso pedido de socorro
entre sonhos adormecidos.

O tempo, é como sopro,
leva sem remorsos,
o silêncio da noite, os hematomas,
as escoriações, as mãos vazias...

(não importa a identidade,
o coração partido,
o medo a desventura)

E, sem sofismas,
na alvorada traz a denúncia,
porta à liberdade !
Andréa Motta

Em 1999, as Nações Unidas (ONU) designaram oficialmente 25 de Novembro como Dia Internacional pela Eliminação da Violência contra a Mulher. Antes desta indicação da ONU, dia 25 de Novembro já era vivido pelo movimento internacional de mulheres. A data está relacionada com a homenagem a Tereza, Mirabal-Patrícia e Minerva, presas, torturadas e assassinadas em 1960, a mando do ditador da República Dominicana Rafael Trujillo.

"A violência destrói o que ela pretende defender: a dignidade da vida, a liberdade do ser humano." (João Paulo II)

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Crianças Maltratadas Duplicam em 2007

Cerca de 50 crianças vítimas de maus tratos ou abuso sexual foram assinalados, desde o início do ano, pela Comissão de Protecção de Crianças e Jovens (CPCJ). Um número que duplicou em relação a 2006 e que eleva para 110 a média dos menores acompanhados pelos responsáveis da Segurança Social. Os maus tratos afectam maioritariamente crianças do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 10 e os 12 anos, e acontecem na maioria dos casos em famílias cujos progenitores padecem de alcoolismo ou toxicodependência.

A conclusão da CPCJ surge em vésperas do lançamento de um programa de sensibilização e formação de professores, que visa travar o aumento dos maus tratos que têm vindo a ser denunciados maioritariamente pelos docentes. "Trata-se de uma primeira linha que pode e deve, sempre que possa, identificar os casos que merecem acompanhamento. Os professores são profissionais atentos que lidam diariamente com estas crianças e que podem ajudar a CPCJ", garantiu Vanda Laura, presidente daquela entidade.

Dos 110 casos acompanhados, num universo de 1889 crianças, oito são relativos a alegados abusos sexuais, estando três deles a ser já acompanhados pelo Ministério Público. Os restantes casos dizem respeito a maus tratos físicos e psicológicos.

"O número poderia ser maior se não tivéssemos jovens que ultrapassaram os 18 anos", salienta a responsável da CPCJ.

terça-feira, 13 de novembro de 2007

Apoie a Amnistia Internacional!


Como participar?


Não é necessário ser membro da Amnistia Internacional. Basta estar disponível para escrever uma carta e enviá-la tentando assim aliviar o sofrimento de alguém.

As Acções Urgentes podem ser distribuídas em inglês, francês ou português. Cada pessoa pode optar por receber uma acção semanal, quainzenal ou mensalmente. Caso deseje inscrever-se basta contactar a Secção ou enviar um e-mail para:
a.urgentes@amnistia-internacional.pt


Deve indicar-se:

Nome;

Forma de contacto(e-mail ou correio. Caso opte por receber as Acções Urgentes por correio indique a morada);

Língua em que pretende receber as acções: (português, francês ou inglês);

Periodicidade (pode receber semanal, quinzenal ou mensalmente);

Profissão;

Data de Nascimento;

E-mail:Telefone/Telemóvel;

Uma estrutura paralela a esta Rede é a Rede de Acções Urgentes Júnior. Esta funciona numa base de envio mensal de Acções Urgentes para jovens até aos 18 anos.


Contamos convosco!!

quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Exposição de cartoons contra violência doméstica


«O novo edifício da Assembleia da República vai exibir, esta terça-feira, uma exposição de cartoons integrada numa campanha contra a violência doméstica. O cartoonista António diz que a ideia é mostrar a importância do cartoon em acções cívicas.

No novo edifício da Assembleia da República vai ser ianugurada, esta terça-feira, uma exposição de cartoons integrada numa campanha contra a violência doméstica. A campanha, designada «A violência não faz o meu género», mostra imagens rápidas feitas a lápis de cor, em que cada uma delas representa uma cena de violência doméstica.

Em declarações à TSF, o cartonista António disse que o cartoon serve para mostrar uma outra imagem das coisas, mesmo as mais sérias: «É uma prática muito usada já no estrangeiro, que é a participação do cartoon em acções cívicas», sublinhou. (...)

No primeiro semestre deste ano, houve mais de sete mil participações de violência doméstica. Joana Marques Vidal, presidente da Associação Portuguesa de Apoio à Vítima (APAV), adiantou à TSF que, em relação a 2006, as denúncias de violência doméstica aumentaram cerca de 18%. «Tem havido mais denúncias, houve designadamente um aumento de 17,6 por cento face a 2006. Em cada sete dias, 112 mulheres são vítimas de crime; em relação às crianças, o número ascende a dez e aos idosos a nove», revelou. "»



Está já disponível um slide com os referidos cartoons no seguinte endereço: http://static.publico.clix.pt/docs/imagens/cartoonsviolenciagenero/index.html

terça-feira, 6 de novembro de 2007

O Indivíduo violento chamado Ser Humano!



A violência é uma das mais duras realidades que, infelizmente, temos presente no dia-a-dia.
O ser humano é o principal aliado dos maus tratos, no entanto é o único que pode ser consciencializado dos seus erros e promover a integridade e o bem-estar.

Juntos por esta causa...
Aliem-se a nós!

"A violência é o último refúgio do incompetente"